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Educação

Educação em Portugal

Dados sobre resultados PISA, abandono escolar, ensino superior e despesa em educação. Fontes: OCDE, DGEstE, Eurostat, DGEEC.

Dados: OCDE · DGEstE · Eurostat·Atualizado: Abril 2026·Ver propostas da comunidade

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477

Score PISA leitura

2022 — ligeiramente abaixo OCDE

OCDE PISA 2022

7,2%

Abandono escolar precoce

descida de 28,7% (2010)

Eurostat 2023

44%

Ensino superior

jovens 25-34 com licenciatura

DGEEC 2023

4,5% PIB

Despesa pública educação

abaixo média UE (4,9%)

Eurostat 2023

Dados & Gráficos

Evolução histórica dos principais indicadores.

Resultados PISA — Leitura e Matemática
Pontuação · Fonte: OCDE PISA
Taxa de abandono escolar precoce (%)
% da população 18–24 anos · Fonte: Eurostat

O que revelam os dados?

Análise dos principais padrões.

Abandono escolar: uma das maiores reduções da Europa

Portugal reduziu a taxa de abandono precoce de 28,7% (2010) para 7,2% (2023), uma das maiores reduções da Europa. Este resultado reflecte a expansão das ofertas de dupla certificação, o alargamento da escolaridade obrigatória e programas de apoio a alunos em risco.

Resultados PISA em queda após 2015

Após anos de melhoria, os resultados portugueses no PISA desceram em 2022, invertendo a tendência positiva. Em leitura, Portugal obteve 477 pontos — abaixo da média OCDE (476) e de máximos históricos de 2015 (498). A pandemia afectou desproporcionalmente os alunos de meios desfavorecidos.

Massificação do ensino superior com desafios de retenção

44% dos jovens entre 25-34 anos têm ensino superior completo, acima da média europeia. Contudo, as taxas de abandono universitário rondam os 25% no 1º ano. A escassez de dormitórios públicos e os custos de vida em Lisboa e Porto são factores de exclusão académica.

Desigualdades no acesso às TIC nas escolas

O programa Escola Digital melhorou o acesso a equipamentos, mas persistem desigualdades regionais. Escolas do interior têm conectividade média de 100Mbps face a 400Mbps nas grandes cidades. A literacia digital dos professores continua abaixo da necessária para a era da IA.

Possíveis soluções em debate

O que dizem especialistas, partidos e organizações sobre como resolver os desafios deste setor.

1

Mais professores e melhores condições

Rever a progressão na carreira docente, aumentar salários nos escalões iniciais e reduzir a burocracia para reter talentos no ensino público.

2

Tutoria intensiva para alunos em risco

Programas de acompanhamento individual para alunos com dificuldades, em especial no 2º e 3º ciclo, utilizando voluntariado universitário.

3

Residências universitárias públicas

Construir 15 000 camas em residências universitárias públicas, prioritariamente em Lisboa, Porto e Coimbra, para combater a exclusão por custos de habitação.

4

Ensino de programação desde o 1º ciclo

Integrar o pensamento computacional e programação basic no currículo obrigatório desde o 4º ano, com formação e recursos para os professores.

5

Autonomia pedagógica das escolas públicas

Conceder mais flexibilidade curricular às escolas para adaptarem o ensino às necessidades locais e ao perfil dos alunos.

Propostas da comunidade

3 propostas submetidas pelos cidadãos

para propor uma solução

1

Aumentar o número de vagas no ensino superior público para cursos STEM

Portugal tem graves défices de engenheiros, programadores e profissionais científicos, ao mesmo tempo que muitos candidatos ficam fora por falta de vagas. Propõe-se aumentar em 30% as vagas disponíveis nos cursos STEM das universidades e politécnicos públicos nos próximos 3 anos, com reforço do financiamento por aluno nestas áreas.

PPlataforma·20/04/2026🔥 Popular
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2

Computador e internet gratuitos para todos os alunos do ensino obrigatório

Portugal ainda tem alunos do ensino básico e secundário sem acesso a equipamentos digitais em casa, criando desigualdades no acesso à educação. Propõe-se um programa nacional que garanta computador portátil e acesso à internet a todos os alunos do 1º ao 12º ano de famílias com rendimento abaixo da mediana nacional.

PPlataforma·20/04/2026🔥 Popular
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3

Currículos com educação financeira e literacia digital desde o 5º ano

Conceitos básicos como poupança, juros, contratos, privacidade online e segurança digital não fazem parte dos currículos obrigatórios. Propõe-se integrar educação financeira e literacia digital como disciplinas obrigatórias do 5º ao 9º ano, com conteúdos práticos e adaptados à realidade dos jovens portugueses de hoje.

PPlataforma·20/04/2026🔥 Popular
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Dados Abertos — dados.gov.pt

Datasets oficiais disponíveis no portal de dados abertos do Estado.

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