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Justiça

Justiça em Portugal

Dados sobre tribunais, processos pendentes, duração das decisões judiciais e acesso à justiça. Fontes: DGPJ, CEPEJ, Eurostat.

Dados: DGPJ · CEPEJ · Eurostat·Atualizado: Abril 2026·Ver propostas da comunidade

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1,55 M

Processos pendentes

-30% desde 2014

DGPJ 2023

14 meses

Duração média 1ª inst.

acima da média UE (10m)

CEPEJ 2023

19,4

Juízes por 100k hab.

em linha com a UE (21,5)

CEPEJ 2023

97%

Taxa de resolução

casos resolvidos vs. entrados

DGPJ 2023

Dados & Gráficos

Evolução histórica dos principais indicadores.

Processos judiciais pendentes (milhares)
2014–2023 · Fonte: DGPJ — Direção-Geral da Política de Justiça
Duração média dos processos por instância
Meses · Fonte: CEPEJ 2023

O que revelam os dados?

Análise dos principais padrões.

Pendências judiciais reduziram significativamente

Os processos pendentes nos tribunais portugueses reduziram de 2,2 milhões (2014) para 1,55 milhões (2023), uma queda de 30%. Esta redução deve-se à introdução de meios alternativos de resolução de litígios, à digitalização processual e ao aumento da capacidade de resposta dos tribunais.

Morosidade judicial continua um obstáculo ao investimento

Apesar da melhoria, a duração média de um processo na 1ª instância (14 meses) está acima do padrão europeu. Nos tribunais administrativos e fiscais, os prazos são ainda mais extensos. A morosidade é apontada como um fator de dissuasão do investimento estrangeiro.

Tribunais administrativos e fiscais sob pressão

Os Tribunais Centrais Administrativos apresentam tempos médios de espera superiores a 24 meses. A complexidade crescente das matérias fiscais e a escassez de juízes especializados agravam o congestionamento nestes tribunais.

Digitalização processual como fator positivo

A implementação do CITIUS e a digitalização integral do processo civil e penal melhoraram a eficiência das secretarias judiciais. Portugal está entre os 10 países europeus com maior índice de digitalização judiciária segundo o CEPEJ.

Possíveis soluções em debate

O que dizem especialistas, partidos e organizações sobre como resolver os desafios deste setor.

1

Mais juízes nos tribunais congestionados

Recrutar e colocar juízes adicionais prioritariamente nos tribunais administrativos, fiscais e da propriedade intelectual.

2

Expansão dos meios alternativos de litígios

Alargar e promover a mediação, arbitragem e julgados de paz para desafogar os tribunais de casos de menor complexidade.

3

Especialização dos tribunais

Criar secções especializadas para crimes económicos, corrupção e cibercrime, onde a duração processual é desproporcionalmente longa.

4

Digitalização completa do processo penal

Estender a digitalização integral ao processo penal, eliminando papel e agilizando comunicações entre advogados, MP e tribunais.

5

Apoio judiciário mais acessível

Rever os critérios de atribuição de apoio judiciário para garantir acesso efetivo à justiça pelos cidadãos de baixos rendimentos.

Propostas da comunidade

3 propostas submetidas pelos cidadãos

para propor uma solução

1

Digitalização total dos processos judiciais e acesso online para partes

Muitos tribunais ainda funcionam com processos em papel, gerando lentidão e perda de documentos. Propõe-se a digitalização total dos processos em 3 anos, com um portal seguro onde qualquer cidadão possa acompanhar processos em que seja parte, receber notificações e submeter documentos. Já existem exemplos de sucesso na Estónia e Singapura.

PPlataforma·20/04/2026🔥 Popular
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2

Criação de tribunais especializados em violência doméstica em todos os distritos

Atualmente, os casos de violência doméstica são julgados nos tribunais gerais, com atrasos que podem ultrapassar 2 anos. Propõe-se criar tribunais especializados em violência doméstica em todos os distritos, com magistrados formados nesta área, apoio psicológico às vítimas integrado no processo, e prazos máximos de 6 meses para julgamento.

PPlataforma·20/04/2026🔥 Popular
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3

Reformar o regime de prescrição de crimes económicos e corrupção

Em Portugal, muitos crimes de corrupção e fraude fiscal prescrevem antes de chegarem a julgamento, devido à complexidade dos processos e morosidade judicial. Propõe-se suspender a prescrição durante a fase de instrução em crimes económicos graves, e aumentar os prazos de prescrição para crimes com dano ao Estado acima de 1 milhão de euros.

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Dados Abertos — dados.gov.pt

Datasets oficiais disponíveis no portal de dados abertos do Estado.

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